Balanço da Anac aponta a suspensão de quatro empresas e nove aeronaves; Prefeitura também restringiu o uso do heliponto da Lagoa
Quatro empresas e nove aeronaves que realizavam voos panorâmicos no Rio foram suspensas após uma operação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Os resultados da fiscalização e as próximas medidas para aumentar a segurança da atividade foram apresentados nesta terça-feira (18/8), no Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio).
O presidente da Câmara Municipal do Rio, Carlo Caiado, acompanhou a apresentação ao lado do prefeito Eduardo Cavaliere, do secretário municipal da Casa Civil, Leandro Matieli, do diretor-presidente da Anac, Tiago Chagas Faierstein, e do deputado estadual Claudio Caiado.
Durante o encontro, Caiado acompanhou as explicações sobre as responsabilidades da Anac e da Prefeitura na fiscalização dos voos e na administração dos helipontos municipais.
Segundo o balanço atualizado da agência, dez das 12 empresas autorizadas a oferecer passeios aéreos na cidade foram fiscalizadas na última semana. Ao todo, 19 das 46 aeronaves cadastradas passaram por inspeções. Quatro empresas tiveram as atividades suspensas e nove aeronaves foram interditadas ou impedidas de continuar operando.
A fiscalização verifica as condições das aeronaves, os procedimentos adotados pelas empresas, a manutenção dos equipamentos e o cumprimento das regras de segurança. O trabalho foi intensificado após os acidentes aéreos registrados no Rio nos últimos meses.
A Anac também anunciou que vai revisar o regulamento dos voos panorâmicos. As mudanças devem atingir pontos como a qualificação das equipes, a manutenção das aeronaves, a organização das empresas e o controle da segurança das operações. A atualização contará com a participação de especialistas, representantes do setor e usuários.
Restrições no heliponto da Lagoa
Durante a coletiva, a Prefeitura anunciou a rescisão dos termos que permitiam a cinco empresas utilizar o heliponto da Lagoa Rodrigo de Freitas para pousos e decolagens. Desde o início da semana, elas estão proibidas de operar no local.
A decisão envolve Be Faster Serviços Aéreos; Gabriel G. Aredes e Piloto Padrão Táxi Aéreo; Voos Rio Panorâmico e Serviços Aeronáuticos; Nobre Turismo Aéreo; e Infinity Serviços Aéreos Especializados.
Essas empresas tinham permissão apenas para utilizar o equipamento, mas não para vender passeios com saída do heliponto municipal. A única autorizada a comercializar voos panorâmicos a partir do local continua sendo a Helisul Táxi Aéreo.
A Prefeitura e a Anac também trabalham na criação de um acordo de cooperação. A proposta é permitir que o Município dê apoio às ações dos fiscais da agência, responsável por fiscalizar empresas, aeronaves e operações de voo. A Prefeitura permanece encarregada da gestão e das regras de utilização do heliponto municipal.