Dados das linhas ajudarão a identificar falhas e cobrar das empresas o serviço previsto para os passageiros.
Foto: Rafael Catarcione/Prefeitura
Quando uma linha circular com menos ônibus do que deveria ou deixar de cumprir uma viagem, a Prefeitura poderá cobrar uma correção ainda durante a operação. Essa será uma das tarefas do Centro de Operações de Mobilidade Rio (COM Rio), que reunirá informações para comparar o transporte programado com o que realmente acontece nas ruas.
O acompanhamento incluirá o Sistema RIO, que começou pela Zona Oeste. Caiado, esteve na assinatura dos contratos das novas concessões e na entrega dos primeiros ônibus em Santa Cruz. A central também terá a responsabilidade de monitorar a implantação desse modelo.
Inaugurado em 1º de outubro, o COM Rio teve sua criação formalizada por decreto publicado nesta quinta-feira (15). Vinculado à Secretaria Municipal de Transportes (SMTR), funcionará nas instalações do Centro de Operações e Resiliência (COR), na Cidade Nova, inclusive nos fins de semana e feriados.
Nas telas, a localização dos veículos será cruzada com registros de embarque pelo Jaé, imagens de câmeras e horários das linhas. Assim, as equipes poderão localizar atrasos, desvios de trajeto e intervalos acima do previsto, além de verificar quantos ônibus estão em circulação.
As empresas poderão ser acionadas para ajustar as saídas e reforçar a quantidade de veículos, conforme a programação do serviço. Cada ocorrência registrada também servirá de apoio à fiscalização dos contratos pela SMTR.
O BRT e o VLT serão acompanhados em articulação com suas próprias centrais. Já o transporte complementar entrará nesse monitoramento à medida que os veículos e serviços forem integrados à tecnologia necessária.
Para os passageiros, a estrutura também dará suporte à divulgação de informações sobre a circulação dos ônibus em tempo real. Conforme os recursos tecnológicos forem implantados na frota, o acompanhamento incluirá as condições do ar-condicionado, das portas e dos elevadores de acessibilidade.